sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sonhando - Por João Bosco Leal

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 João Bosco Leal  por  cli12668.p03me.com 
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 15 de novembro de 2013 02:01
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 Sonhando
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Senhor Editor,

eis um novo texto, Sonhando, para sua publicação.

Obrigado

João Bosco Leal


Sonhando

Sem a interferência de imagens e sons, a mente humana pode nos proporcionar experiências inenarráveis. A ausência desses elementos facilita a concentração e permite que não nos desviemos do foco.

Sentado, só e em silêncio, fecho os olhos e inicio uma viagem inigualável, que ultimamente tenho realizado com bastante frequência. Imagino só o que me agrada, que gostaria que ocorresse e me lembro de detalhes de situações já vividas.

Assim, posso sonhar, imaginar coisas ou pessoas, viajar, enriquecer, rejuvenescer, enfim, tudo, mas o que mais me agrada é pensar em minhas paixões, algumas mais e outras menos duradouras, mas paixões.

E quando pessoalmente reencontro alguma, apesar das atuais rugas e cicatrizes que a vida nos impôs, percebo que não envelheceu, pois em minha memória está gravada exatamente como eu a conheci e com ela convivi.

Vejo-a como era, e o inverso certamente também ocorre, pois é inconfundível o brilho no olhar das pessoas que se reencontram e que entre si nutrem boas lembranças. Por isso não entendo as que tentam esconder a idade, fingir que, cronologicamente, são mais novas do que realmente o são.

Os anos vividos sem dúvida deixaram marcas aparentes, mas certamente acrescentaram coisas que na juventude não possuíamos, como a capacidade de dar mais e cobrar menos, sorrir e abraçar mais, discutir menos e relevar mais.

As antigas paixões são a presença atual desse tempo, quando muitas coisas hoje sem importância alguma, impediam a continuidade daquele relacionamento que talvez pudesse ter se transformado em um verdadeiro amor.

Mas o melhor de todos os sonhos é imaginar que aquela paixão - a única que se transformou em amor -, retorna aos meus braços, jovem e linda como sempre foi, com seu inesquecível cabelo preso com uma trança.

E a sós nos encontramos, com nossas rugas sem importância, invisíveis para o outro, pois assim como as rosas, os amantes também envelhecem. Sem lágrimas, mágoas ou lembranças ruins, nos abraçamos e beijamos como se nunca tivéssemos nos afastado e reiniciamos nosso caminho.

Mesmo que só na imaginação, a felicidade do reencontro de quem ama é infinitamente maior que a do encontro, quando ainda não amava.

Nele as histórias comuns serão relembradas e outras contadas, impedindo assim que o outro tenha qualquer desconhecimento ou dúvidas sobre os passos dados por seu amor enquanto ausente.

As lágrimas e os sorrisos, as chuvas e secas, a fome ou a fartura por que passaram, serão partilhadas detalhadamente, dando fim às preocupações mútuas e proporcionando a retomada da tranquilidade.

Então, tranque a porta, feche a janela, apague a luz, feche os olhos e sonhe. Você nem perceberá as horas passarem, pois estará junto de quem sempre quis estar.                             

Jogue suas primaveras ao vento e o abrace, sinta-o ao seu lado, de onde nunca saiu ou sairá.

João Bosco Leal*    www.joaoboscoleal.com.br

*Jornalista e empresário


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Exposição de Pinturas de João Werner, intitulada "Mundo Cruel" - dia 29/10/2013 em Londrina (PR)

Olá,

Dia 29 de outubro próximo, pretendo abrir uma nova exposição em Londrina (PR), intitulada "Mundo cruel".
São 19 pinturas digitais e 4 desenhos em torno da tragédia humana.
Convido você a visitar.
Att.
João Werner
Convite da exposição

Statement

"Depois de haver profetizado a "Primavera do vintém" brasileira, tal qual uma "antena da raça" (como o houvera dito Ezra Pound), nesta minha nova exposição, "Mundo cruel", desço mais um degrau no porão dos costumes. Rastejo agora pelas motivações obscuras e desejos inconfessáveis das almas atormentadas.
"Por isso, mais uma vez, sinto-me compelido a explicar o que faço. Por quê, raios, pintar a autodestruição num mundo tão positivo como o nosso?
"É engraçado. Quando, em fevereiro de 2012, falei dos nossos ladrões preferidos e de uma (até então) utópica revolta contra eles, quase tive de me desculpar por trazer à memória, especialmente dos descolados/polianas que tiveram o infortúnio de contactar-me à época, as antigas (e démodés, disseram-me) revoltas populares. Jacto-me, sim, prezado leitor: quando os 20 centavos do busão tornaram-se o motivo para as grandes multidões irem às ruas, recentemente, senti-me vingado. Gente da minha laia espiritual tem raras chances de jactar-se.
"Nesta exposição atual, entretanto, nenhuma esperança subliminar suspenderá a névoa. A morte ronda em busca de espelhos: nas pinturas que ora apresento, ou ela foi, ou é ou será. Se você vive feliz ou satisfeito, se você quer salvar o mundo ou é signatário das campanhas pela paz, não me explicarei pela tragédia do que represento e, diga-se, tragédia que nenhum Jesus ou Genésio redimirá, pois essa tragédia é inerente ao processo, como prega o Evangelho segundo São Nietzsche.
"Trago homens-bomba captados no ato, parrícidio e suicídio, rituais sinistros e decomposição e, claro, violência, muita. Mas, o melhor do pior nesta exposição será a participação, pela primeira vez, de desenhos de meu filho, Felipe, artista visual em formação, o qual apresento aos amigos. Se ele não é a única coisa que a Natureza esperou de bom de mim na vida, ver os seus desenhos ao lado dos meus dá-me a certeza de que ele é o que de melhor posso querer legar, fora eu um Abraão moderno."

Algumas das pinturas expostas

"Susane" "Jagunços" "Sweet little sixteen"

Serviço

"Mundo cruel"
Exposição de pinturas digitais de João Werner e desenhos de Felipe R. Werner
de 29 de outubro a 20 de dezembro de 2013
rua Piauí, nº 191 - sala 71, Londrina - PR
terças às sexta-feiras, das 14h às 20h sábados, das 11h às 17h
entrada gratuita - com monitoria

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

IDEOLOGIAS SINISTRAS PREGAM O FIM DA FAMÍLIA NO BRASIL

Já de início informo ao leitor que não sou filiado a quaisquer igrejas, mas apresento-lhe esta pastora, mestra em educação e advogada. Ouçam-na, sem preconceito, até o fim da sua palestra, para saberem o mal que os políticos perversos estão fazendo às crianças brasileiras. 



segunda-feira, 22 de julho de 2013