quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

As injunções da Sra. Ayoubi - Por Gregorio Vivanco Lopes


 14-12-2015
 
 

As injunções da Sra. Ayoubi
A ONU promoveu exame das políticas de proteção à criança no Brasil e aproveitou para intrometer-se na administração da Nação e dar ordens peremptórias
Gregorio Vivanco Lopes 
 










A ONU é sabidamente uma organização inútil; e vai se tornando cada vez mais perniciosa. Sempre a serviço das esquerdas.
Há pouco resolveu intrometer-se na vida dos brasileiros e ditar normas como se fosse um templo de semideuses, que tudo sabem e querem ser obedecidos.
“Nos preocupamos com o que estamos vendo no Brasil”, declarou Hynd Ayoubi Idrissi, relatora do exame brasileiro e perita do Comitê do Direito da Criança da ONU (“O Estado de S. Paulo”, 21-9-15, Jamil Chade correspondente).
O que levou essa senhora marroquina a de repente “preocupar-se” com o Brasil? O que entende ela de brasilidade?

“Crianças” de 17 anos, 11 meses e 29 dias...
A preocupação da Sra. Ayoubi é com o projeto de lei que incrimina aqueles menores de 18 anos que matam, roubam, estupram, invadem etc. Quer salvá-los a todo custo, pois os considera ainda na fase da infância. “A definição de infância fala em 18 anos. Mas estamos preocupados com a proposta de rever para baixo a idade de maioridade penal”, diz ela.
Contudo, ainda que esse projeto não venha a ser aprovado, a “preocupação” da Sra. Ayoubi não cessa. Teme ela que, nesse caso, seja aumentado o tempo de internação dos menores infratores. E um período maior de internação faria mal às “crianças”!
A funcionária da ONU condena, pois, a hipótese “de deixar a idade em 18 anos, mas prolongar as internações [...] Isso representa reduzir a proteção aos menores e não dá uma solução à violência. Apenas a repressão não é a resposta, mas sim a prevenção”.
Ora, não se trata de reduzir a proteção aos menores, isso é um sofisma. Trata-se, isto sim, de penalizar adequadamente quem comete crimes e é responsável pelo que faz. Tão responsável, que já aos 16 anos é considerado com suficiente clarividência para poder votar, discernir os rumos mais adequados para a Nação e escolher seus mais altos dirigentes. Os menores precisam ser protegidos, sim, mas não os criminosos.
Quanto à afirmação de que tornar punível o menor de 18 anos “não dá uma solução à violência”, é outro sofisma. É claro que não se resolve só com isso o problema da criminalidade. Como também não se soluciona a violência com punir os maiores de 18 anos! Isso significa que ninguém deve ser punido e que todos os bandidos devem ficar soltos?
A esse respeito é muita lúcida a observação do Juiz de Direito, Dr. Alexandre Semedo de Oliveira: “O argumento do ‘não resolve’, pura e simplesmente, não se aplica à discussão. Pois, ao menos até onde eu saiba, ninguém defende a redução da maioridade penal para ‘resolver’ o problema da delinquência entre nossos jovens. Ao contrário, defende-se tal redução porque punir adolescentes pelos atos bárbaros que cometem é um imperativo da justiça, que teria ainda, como efeito colateral desejável, uma redução no índice de criminalidade entre os adolescentes.” (https://veritasquae.wordpress.com/2015/05/25/a-reducao-da-menoridade-penal-e-o-argumento-do-nao-resolve/)
De outro lado, não vemos por que escolher entre prevenção e repressão, como faz a representante da ONU. Utilizem-se as duas. Aliás, uma prevenção que consistisse em ensinar às crianças e aos adolescentes a moral católica, poderia dar frutos excelentes. Porém, disso não cogita a Sra. Ayoubi.
Mas a marroquina parece habituada a mandar. Pois sentencia, em tom imperativo: “Queremos saber o que o Brasil vai fazer em relação a essa proposta. Sabemos que existem pressões. Mas queremos que a idade de maioridade penal seja mantida em 18 anos.”

Incomodada com o conservadorismo
Para a Sra. Ayoubi, o que se vê no Brasil nos últimos anos é “o fortalecimento de tendências muito conservadoras entre as forças políticas. Isso pode ameaçar os avanços realizados na proteção da criança nos últimos anos”.
Tal apreciação mais parece um bestialógico do que outra coisa. Que há uma tendência conservadora entre os políticos, como decorrência de um considerável aumento do conservadorismo na opinião pública, é de toda evidência. Mas concluir daí que isso ameaça a proteção da criança, é totalmente disparatado. São as famílias conservadoras as que mais protegem seus filhos. A menos que essa senhora marroquina ache (estamos em pleno campo do “achismo”) que proteger a criança é dar-lhe liberdade para cometer crimes e sugestioná-la a aceitar aberrações como a Ideologia de Gênero, a depravação sexual e quejandos.
A diminuição do número mastodôntico de ministérios no Brasil — eram nada menos do que 39, cada um com seus departamentos, suas secretarias e seus gastos — seria um meio de diminuir as despesas de um Estado que o PT tornou combalido, e de favorecer um necessário ajuste fiscal. Mas a Sra. Ayoubi não quer essa diminuição. Ela está “preocupada” com o “setor social”: “Temos uma preocupação com o que ocorre dentro do estado brasileiro, no que se refere a propostas de que departamentos e secretarias seriam eliminados [...] Estamos cada vez mais preocupados com os ajustes no orçamento e o impacto que ele possa ter no setor social, de saúde e de educação”.

Por detrás da ONU, o PT?
É tão estapafúrdia essa intromissão da ONU em assuntos brasileiros que causa desconfiança. Tanto mais que as posições da marroquina são consonantes com as do PT. Cabe a hipótese de que teria sido o governo do PT que pediu à ONU tais pronunciamentos, a fim de ver reforçadas suas posições esquerdistas no Brasil.
A favor dessa hipótese vemos que a “mão” do PT aparece claramente no assunto. Essas injunções da Sra. Ayoubi foram feitas porque a ONU “iniciou o exame das políticas de proteção à criança no País”. Ora, “o governo brasileiro, durante o exame, garantiu que vai lutar contra [a redução da maioridade penal] no Congresso. ‘O Brasil enfrenta uma grande ameaça e é um risco que está no Congresso Nacional’, concordou Rodrigo Torres, diretor do Departamento de Políticas Temáticas dos Direitos da Criança. ‘O governo entende que a maioridade não pode ser alterada e, por isso, deve ser mantida’”, disse Torres de modo redundante.
Ademais, o governo petista esteve fartamente representado durante o tal exame. “Além de diplomatas, a delegação brasileira contou com representantes de diversos ministérios e até com a participação de Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos do Município de São Paulo”. O que faz aí um secretário municipal, derrotado nas últimas eleições? Só parece explicar-se pelo fato de o Sr. Eduardo Suplicy ser um petista roxo.
Seja como for, a equação inutilidade da ONU+esperteza do PT=desastre para o Brasil”, parece ser a mais verossímil nisso tudo.

(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM


Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

LIXO EM RUA DE CAMPO GRANDE MS - Luiz Carlos Nogueira







DIA 23/11/2014 (SÁBADO) À NOITE (NÃO ANOTEI O HORÁRIO), HAVIA CHOVIDO E OCORREU UM CURTO CIRCUITO NA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA QUE TAMBÉM ALIMENTA A MINHA RESIDÊNCIA .

SOLICITEI ATENDIMENTO ATRAVÉS DO TELEFONE 0800- 722 7272 DA ENERSUL, CONFORME PROTOCOLO Nº 15200723 E O PROBLEMA FOI PRONTAMENTE ATENDIDO.

OCORRE QUE OS FUNCIONÁRIOS TIVERAM QUE CORTAR ALGUNS GALHOS DE UMA ÁRVORE, LOCALIZADA DO LADO OPOSTO DA MINHA RESIDÊNCIA (RUA PAISSANDU, 1.299).

SÓ QUE OS GALHOS FICARAM EM CIMA DA CALÇADA DO VIZINHO. E LÁ PERMANECEM ATÉ HOJE, QUANDO O REFERIDO VIZINHO RESOLVEU DESOBSTRUIR A CALÇADA, COLOCANDO-OS ENCOSTADOS AO MEIO-FIO, ATÉ PORQUE ALGUNS MORADORES COMEÇARAM A JOGAR TODO TIPO DE ENTULHO POR CIMA.

DESDE HÁ MUITO TEMPO E ATÉ À ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO NELSON TRAD FILHO, QUANDO PRECISÁVAMOS CORTAR ALGUNS GALHOS DE ÁRVORES DO NOSSO QUINTAL, BASTAVA-NOS COLOCÁ-LOS AMONTOADOS E SE POSSÍVEL AMARRADOS, AO LADO DA CALÇADA E EM FRENTE DA NOSSA PRÓPRIA CASA, QUE UM CAMINHÃO DA PREFEITURA PASSAVA RECOLHENDO-OS.

POIS BEM, E AGORA? DEVO RECLAMAR PARA A ENERSUL, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – OU PARA O PAPA NO VATICANO? VEJAM AS FOTOS E POR FAVOR COMPARTILHEM.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A VANTAGEM DE SER EUROPEU - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA








Quando estive em São Paulo, conversei com simpático casal, descendente de antigos emigrantes italianos.

A meio da conversa, a senhora, declarou-me que, agora, também era portuguesa.

Perguntei-lhe como conseguira, já que a supunha descendentes de italianos.

- É uma longa história… - disse-me o marido.

E narrou-me como obteve a cidadania portuguesa:
Como quase todos têm duas ou três nacionalidades, no Brasil, também minha mulher quis ter passaporte europeu. Tentei junto do consulado italiano, mas não foi possível descobrir a localidade onde nasceram os antepassados.

Fiz várias tentativas: escrevi cartas, mandei mensagens electrónicas… mas nada. Sem certidão de nascimento dos ascendentes, nada feito.

Foi então que alguém se lembrou que u
m dos meus avós era português, natural de Barcelos.

Desloquei-me ao consulado de Portugal e após varias pesquisas infrutíferas, consegui descobrir a aldeia onde nascera.

Depois foi fácil. Decorrido tempo recebi documento dizendo que tinha nascido em Lisboa!

- Qual o interesse em ser europeu?! - Perguntei.

- Pode-se viajar livremente pela Europa - Respondeu prontamente. - Os filhos e netos podem adquirir também a nacionalidade, e concorrer a empregos na Europa; e, como sabe, como cidadão europeu, posso ser internado em hospitais do primeiro mundo, quase gratuitamente….

- Mas a esposa continua brasileira? ….

- Não! - Corrigiu o meu interlocutor. Como é casada, agora, com um português, passou também a sê-lo.

Fiquei a pensar: com essa facilidade, qualquer dia, os europeus, serão, em estatística, os maiores do mundo! …



HUMBERTO PINHO DA SILVA    - Porto, Portugal


publicado por solpaz às 11:44
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domingo, 31 de agosto de 2014

Entre o sonho e a realidade - Por João Bosco Leal (*)



Entre o sonho e a realidade

Até hoje, milhões de pessoas se perguntam como Júlio Verne pôde ter escrito, ainda no século XIX, livros de ficção científica que anteciparam tantas invenções. O livro "Da terra à lua", de 1865 termina com o disparo de um projetil com o formato de uma bala gigante em direção à lua. No seguinte, "À volta da lua", de 1870, ele descreve a viagem desse projétil, com cinco "passageiros" em seu interior, em direção à lua.

A riqueza de detalhes - como foguetes anexados ao projétil para amortecer a descida na lua, além da aterrissagem do retorno no Oceano Pacífico -, imaginada na data em que foi escrito, ainda impressiona os leitores atuais. Em "Vinte mil léguas submarinas", de 1870, sua obra mais famosa, fala de um submarino, o Náutilus e, no "Volta ao mundo em 80 dias", de 1873, ele relata detalhes gráficos com tanta precisão que até hoje provoca curiosidade em geógrafos.

Ainda na década de 1590, o pirata inglês Anthony Knivet, para se manter submerso, usou um escafandro, armadura de borracha e latão ligada à superfície por um duto, que assegurava a livre respiração e permitia resistir à pressão da água. Só após ser utilizado por séculos, o escafandro pôde ser substituído pelo aqualung - um equipamento individual de mergulho capaz de estender o tempo de exploração submarina -, inventado, em 1943, por Jacques-Yves Cousteau, um oficial da marinha francesa, documentarista, cineasta e oceanógrafo que se tornou mundialmente conhecido por suas viagens de pesquisa, a bordo do Calypso.

Leonardo da Vinci (1452-1519) se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Literalmente um gênio raríssimo, com ideias muito à frente de seu tempo, um visionário, sonhador e apesar de somente um pequeno número de seus projetos haver sido construído durante sua vida, com sua engenhosidade tecnológica concebeu projetos como o protótipo de um helicóptero, um planador, um tanque de guerra, um veículo auto propelido, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, uma bobina automática e outros inventos menores.

No início do século XX os automóveis já existentes eram caros, difíceis de dirigir e de fazer funcionar, dando a impressão de que era uma indústria sem futuro até que, em 1908, Henry Ford lançou o Modelo T, um carro simples, fácil de usar e bastante acessível, pois era vendido a 850 dólares cada e, com esses requisitos, vendeu 15 milhões de unidades em cerca de 20 anos.

Em 1802 surgiu a ideia de se ligar a cidade de Folkestone, na Inglaterra, à Coquelles, na França através de um túnel, mas só 186 anos depois, em 1988 teve início a construção do projeto do Eurotúnel, concluído em 1994, que passa por debaixo do Canal da Mancha por uma distância submersa de 37,9 Km e a uma profundidade de 75 metros.

Sonhos inacreditáveis há muito poucos anos, como os trens bala, os computadores nos celulares, a internet, Wi-Fi, Bluetooth e os GPS portáteis - manuais ou embutidos nos painéis dos veículos, motos, bicicletas e até em relógios -, já são realidade utilizada por milhões, enquanto alguns já dispõem de itens ainda mais modernos, como os carros elétricos e os movidos a hidrogênio.

Alguns outros sonhos, de execução antes inimaginável, como as estações espaciais, as ilhas artificiais de Dubai, estradas submersas e aeroportos flutuantes nos oceanos, já são ou estão se tornando realidade.

Todos estes exemplos só nos mostram como Monteiro Lobato estava certo, quando escreveu: "Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira - mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum".

Só três coisas separam o sonho da realidade: o desejo, a dedicação e o tempo.

João Bosco Leal*       www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista, escritor e empresário