terça-feira, 16 de dezembro de 2014

LIXO EM RUA DE CAMPO GRANDE MS - Luiz Carlos Nogueira







DIA 23/11/2014 (SÁBADO) À NOITE (NÃO ANOTEI O HORÁRIO), HAVIA CHOVIDO E OCORREU UM CURTO CIRCUITO NA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA QUE TAMBÉM ALIMENTA A MINHA RESIDÊNCIA .

SOLICITEI ATENDIMENTO ATRAVÉS DO TELEFONE 0800- 722 7272 DA ENERSUL, CONFORME PROTOCOLO Nº 15200723 E O PROBLEMA FOI PRONTAMENTE ATENDIDO.

OCORRE QUE OS FUNCIONÁRIOS TIVERAM QUE CORTAR ALGUNS GALHOS DE UMA ÁRVORE, LOCALIZADA DO LADO OPOSTO DA MINHA RESIDÊNCIA (RUA PAISSANDU, 1.299).

SÓ QUE OS GALHOS FICARAM EM CIMA DA CALÇADA DO VIZINHO. E LÁ PERMANECEM ATÉ HOJE, QUANDO O REFERIDO VIZINHO RESOLVEU DESOBSTRUIR A CALÇADA, COLOCANDO-OS ENCOSTADOS AO MEIO-FIO, ATÉ PORQUE ALGUNS MORADORES COMEÇARAM A JOGAR TODO TIPO DE ENTULHO POR CIMA.

DESDE HÁ MUITO TEMPO E ATÉ À ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO NELSON TRAD FILHO, QUANDO PRECISÁVAMOS CORTAR ALGUNS GALHOS DE ÁRVORES DO NOSSO QUINTAL, BASTAVA-NOS COLOCÁ-LOS AMONTOADOS E SE POSSÍVEL AMARRADOS, AO LADO DA CALÇADA E EM FRENTE DA NOSSA PRÓPRIA CASA, QUE UM CAMINHÃO DA PREFEITURA PASSAVA RECOLHENDO-OS.

POIS BEM, E AGORA? DEVO RECLAMAR PARA A ENERSUL, PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPO GRANDE – OU PARA O PAPA NO VATICANO? VEJAM AS FOTOS E POR FAVOR COMPARTILHEM.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A VANTAGEM DE SER EUROPEU - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA








Quando estive em São Paulo, conversei com simpático casal, descendente de antigos emigrantes italianos.

A meio da conversa, a senhora, declarou-me que, agora, também era portuguesa.

Perguntei-lhe como conseguira, já que a supunha descendentes de italianos.

- É uma longa história… - disse-me o marido.

E narrou-me como obteve a cidadania portuguesa:
Como quase todos têm duas ou três nacionalidades, no Brasil, também minha mulher quis ter passaporte europeu. Tentei junto do consulado italiano, mas não foi possível descobrir a localidade onde nasceram os antepassados.

Fiz várias tentativas: escrevi cartas, mandei mensagens electrónicas… mas nada. Sem certidão de nascimento dos ascendentes, nada feito.

Foi então que alguém se lembrou que u
m dos meus avós era português, natural de Barcelos.

Desloquei-me ao consulado de Portugal e após varias pesquisas infrutíferas, consegui descobrir a aldeia onde nascera.

Depois foi fácil. Decorrido tempo recebi documento dizendo que tinha nascido em Lisboa!

- Qual o interesse em ser europeu?! - Perguntei.

- Pode-se viajar livremente pela Europa - Respondeu prontamente. - Os filhos e netos podem adquirir também a nacionalidade, e concorrer a empregos na Europa; e, como sabe, como cidadão europeu, posso ser internado em hospitais do primeiro mundo, quase gratuitamente….

- Mas a esposa continua brasileira? ….

- Não! - Corrigiu o meu interlocutor. Como é casada, agora, com um português, passou também a sê-lo.

Fiquei a pensar: com essa facilidade, qualquer dia, os europeus, serão, em estatística, os maiores do mundo! …



HUMBERTO PINHO DA SILVA    - Porto, Portugal


publicado por solpaz às 11:44
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domingo, 31 de agosto de 2014

Entre o sonho e a realidade - Por João Bosco Leal (*)



Entre o sonho e a realidade

Até hoje, milhões de pessoas se perguntam como Júlio Verne pôde ter escrito, ainda no século XIX, livros de ficção científica que anteciparam tantas invenções. O livro "Da terra à lua", de 1865 termina com o disparo de um projetil com o formato de uma bala gigante em direção à lua. No seguinte, "À volta da lua", de 1870, ele descreve a viagem desse projétil, com cinco "passageiros" em seu interior, em direção à lua.

A riqueza de detalhes - como foguetes anexados ao projétil para amortecer a descida na lua, além da aterrissagem do retorno no Oceano Pacífico -, imaginada na data em que foi escrito, ainda impressiona os leitores atuais. Em "Vinte mil léguas submarinas", de 1870, sua obra mais famosa, fala de um submarino, o Náutilus e, no "Volta ao mundo em 80 dias", de 1873, ele relata detalhes gráficos com tanta precisão que até hoje provoca curiosidade em geógrafos.

Ainda na década de 1590, o pirata inglês Anthony Knivet, para se manter submerso, usou um escafandro, armadura de borracha e latão ligada à superfície por um duto, que assegurava a livre respiração e permitia resistir à pressão da água. Só após ser utilizado por séculos, o escafandro pôde ser substituído pelo aqualung - um equipamento individual de mergulho capaz de estender o tempo de exploração submarina -, inventado, em 1943, por Jacques-Yves Cousteau, um oficial da marinha francesa, documentarista, cineasta e oceanógrafo que se tornou mundialmente conhecido por suas viagens de pesquisa, a bordo do Calypso.

Leonardo da Vinci (1452-1519) se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Literalmente um gênio raríssimo, com ideias muito à frente de seu tempo, um visionário, sonhador e apesar de somente um pequeno número de seus projetos haver sido construído durante sua vida, com sua engenhosidade tecnológica concebeu projetos como o protótipo de um helicóptero, um planador, um tanque de guerra, um veículo auto propelido, o uso da energia solar, uma calculadora, o casco duplo nas embarcações, uma bobina automática e outros inventos menores.

No início do século XX os automóveis já existentes eram caros, difíceis de dirigir e de fazer funcionar, dando a impressão de que era uma indústria sem futuro até que, em 1908, Henry Ford lançou o Modelo T, um carro simples, fácil de usar e bastante acessível, pois era vendido a 850 dólares cada e, com esses requisitos, vendeu 15 milhões de unidades em cerca de 20 anos.

Em 1802 surgiu a ideia de se ligar a cidade de Folkestone, na Inglaterra, à Coquelles, na França através de um túnel, mas só 186 anos depois, em 1988 teve início a construção do projeto do Eurotúnel, concluído em 1994, que passa por debaixo do Canal da Mancha por uma distância submersa de 37,9 Km e a uma profundidade de 75 metros.

Sonhos inacreditáveis há muito poucos anos, como os trens bala, os computadores nos celulares, a internet, Wi-Fi, Bluetooth e os GPS portáteis - manuais ou embutidos nos painéis dos veículos, motos, bicicletas e até em relógios -, já são realidade utilizada por milhões, enquanto alguns já dispõem de itens ainda mais modernos, como os carros elétricos e os movidos a hidrogênio.

Alguns outros sonhos, de execução antes inimaginável, como as estações espaciais, as ilhas artificiais de Dubai, estradas submersas e aeroportos flutuantes nos oceanos, já são ou estão se tornando realidade.

Todos estes exemplos só nos mostram como Monteiro Lobato estava certo, quando escreveu: "Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira - mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum".

Só três coisas separam o sonho da realidade: o desejo, a dedicação e o tempo.

João Bosco Leal*       www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista, escritor e empresário

domingo, 27 de julho de 2014

COMO PENSA O HOMEM DA RUA - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA



  
Na pequena estante de meu quarto de solteiro, havia pouco mais de trinta volumes. Quase todos de Camilo, alguns de Fulton Sheen e Mário Gonçalves Viana, e meia dúzia de Marden.

Nos livros de Marden moldei o carácter, e arquitetei a pouca cultura que adquiri ao longo dos anos, e com Mário G. Viana aprendi a pensar e a formar opinião.

Entre as obras da juventude, a que mais me impressionou, foi “ A Arte de Estudar “ de M. G. Viana. Havia nela curioso diálogo, travado entre professor e aluno do Colégio da Trindade, de Oxford, que obtivera diploma.

“ O estudante acabava de concluir o curso e resolveu ir despedir-se do diretor:

- Senhor diretor: como acabei a minha educação, vou-me embora amanhã.

Ouvindo isto, o austero mestre exclamou, entre surpreendido e irónico:

- Como pode ser isso? Acabaste de dizer, se não estou em erro, que concluíste a tua educação? Pois, meu rapaz, fica sabendo que eu ainda só agora sei que verdadeiramente comecei a saber alguma coisa!”

Na escola, aprende-se o básico, os alicerces, onde assenta a estrutura da nossa cultura. Nada mais.

Saber: aprende-se com a experiência e constante estudo.

Sei bem que se dá mais valor ao “ canudo “, passado pela Universidade, que ao conhecimento adquirido por autodidatismo. É engano, em que muitos costumam cair.

Cesário Verde – a exemplo de outros ilustres intelectuais, conhecedores da ignorância das massas, – matriculou-se na Faculdade de Letras, para obter respeito no mundo da Literatura!…

Erasmo (cito “ Erasme”, por Léon-E. Halkin) também sabia que para se ter mérito reconhecido, é preciso ser doutor e ir ao estrangeiro.

Diz Erasmo: “ Duas coisas, sinto-o, se me tornam verdadeiramente necessárias: em primeiro lugar ir a Itália para dar à minha cienciazinha autoridade desta ilustre estadia; depois obter o grau de doutor. Ambas as coisas são igualmente absurdas: ninguém muda de espírito por atravessar o oceano, como diz Horácio, e não regressarei com mais sabedoria, nem como um cabelo. Mas os tempos são assim; ninguém, mesmo as pessoas mais sensatas, acredita no vosso mérito se não vos poder chamar Mestre.”

Os nossos Mestres da pintura, escultura e música, não o são só por serem geniais, mas porque foram a Paris, e frequentaram o meio artístico da Cidade da Luz.

Do mesmo jeito, como hoje se vai obter o mestrado ou doutoramento, aos Estados Unidos, e a famosas Universidades Europeias.

Dentista de meu pai, tinha no consultório, encaixilhado a prata, certificado de estágio de cinco horas, em São Paulo! …

                  Era para impressionar… O povo, que não sabe avaliar pela própria cabeça, mede o saber, pelos – diplomas, prémios ou pareceres de críticos e comentaristas.

Olvida, que na maioria das vezes, as opiniões são dadas por amizade ou por serem correligionários – no partido politico, ou associação secreta….ou quase.

Se lhe dizem que a obra é boa, que é best-seller, adquirem-na, para oferecerem, afirmando, a pés juntos, que é excecional….e muitas vezes nunca a leram…

Nada há mais influenciável que a opinião pública – basta repetir, afirmar, elogiar na mass-media, para ser vendido e estar na moda.

A competência, o mérito, seja de quem for, só é reconhecido pelo diploma, prémios recebidos ou testemunho de personalidades influentes.

Por isso há tanta gente culta, sem diploma, que passa por ignorante, e tantos diplomados, considerados sapientes, e que nada sabem… mas são escutados atentamente, graças ao certificado que penduraram no escritório.



HUMBERTO PINHO DA SILVA   -    Porto, Portugal

  
publicado por solpaz às 11:04