para: Luiz Carlos Nogueira , nogueirablog@gmail.com,
data: 25 de outubro de 2012 20:13
assunto: URGENTE: Apoio à companheira do
SENALBA/PI
enviado por: hotmail.com
BOA NOITE,
VEJA O QUE ACONTECEU NO PIAUÍ, ABRAÇOS JOANA
Apoio à
companheira do SENALBA/PI
Companheiros,
Recebemos o relatório da sindicalista Carmem Siqueira de Oliveira, presidenta
do SENALBA do Piauí, no qual relata a postura anti-sindical da empresa
SENAC-PI. Indignados com a perseguição patronal, redigimos uma Carta de Repúdio - em anexo - e a encaminhamos ao presidente do
SENAC.
Espero contar com a mobilização de todos para somarmos força em prol da nossa
companheira, para que a empresa deixe de praticar assédio moral contra a
representante sindical.
Juntos,
somos fortes! Vamos fazer a nossa parte para que tal prática não venha a
acontecer com dirigentes de outros SENALBA’S.
Atenciosamente,
Maria Joana Barreto Pereira
Presidenta do SENALBA/MS
Relatório da
Presidenta do Senalba do Piauí:
Relatório
Carmen Siqueira de Oliveira – Presidente do Senalba Piaui
1-Nome-
Carmen Siqueira de Oliveira,
2-Servidora
do SENAC-PI
3-Admitida
em 06.04.1992
4-Cargo
ou função: Auxiliar Administrativo
5-No mês de junho
de 2012 o SENAC-PI alterou o meu contrato de trabalho para 40 horas semanais,
isto é, 08 horas diárias, pois anteriormente eu trabalhava 06 horas diárias,
possibilitando assim tempo suficiente para a administração do SENALBA-PI.
Contudo, o SENAC-PI exigiu que eu trabalhasse as 08 horas ou pedisse licença
sem remuneração, o que de fato aconteceu a partir do dia 08 do mês de agosto de
2012.
6-Infelizmente o SENALBA-PI não dispõe de
receita para que eu possa receber qualquer tipo de ajuda, salário.
7-Anteriormente
a estes fatos fui demitida 03 vezes.
Em junho de 2001
fui demitida por justa causa, pois estava à frente da criação do Senalba. 45
dias depois retornei ao trabalho por via judicial; 06 meses depois fui
demitida, retornando 13 meses por via judicial. Nesse tempo fui suspensa 02
vezes por desacato, mau desempenho, por entrar na sala de trabalho fora do
expediente, a ultima acusação por tratar a parte docente e discente
respeitosamente. (veja só é muita gente sendo destratada, isso quer dizer:
colegas de trabalho, alunos e professores)
Em 19 de junho de
2009, surgiu varias denuncias no TCU/CGU fui demitida mais uma vez acusada de
ser a mentora de tais denuncias, de falar mal da administração, de ofender a
honra do presidente do Sistema Fecomercio- PI. Tendo como peso um memorando de
uma colega de trabalho que dizia estar presente quando eu estava difamando o
presidente. Quando o assunto esquentou ela (colega) pediu demissão. Aberto
inquérito administrativo apuraram que havia cometido os delitos. Sendo demitida
por justa causa. Em dezembro de 2009,
a Justiça do Trabalho determina meu retorno, o SENAC não
me recebe de volta, então o TRT bloqueia indenização por danos morais e
descumprimento de ordem judicial ao SENAC. Depois que fora liberado a
importância ao meu favor o SENAC não se conformou e começou o desconforto.
Trabalhava 6 horas, na telefonia, me tiraram da telefonia e colocaram no caixa
(Tesouraria), no caixa eu não podia nem me mexer, se havia qualquer assunto do
Senalba não tinha quem respondesse, pois era esta a intenção, me bloquear. A
função de caixa era exercida no Prédio Av. Frei Serafim, no lugar havia uma
portinha, ao abrir dava de cara com as fossas. Quando acionava a descarga de
qualquer parte do prédio parecia que ia cair em cima de quem La esta
trabalhando, sem falar no mau cheiro, mais um fato extremamente humilhante.
Feito pedido de fiscalização ao SRT-PI, a fiscalização foi e o SENAC não
gostou. Tirou-me da função de caixa e determinou ou eu trabalhava 08 horas ou
pedia licença sem vencimento, pois eu era uma funcionaria que só trazia
problemas e prejuízo para a Instituição. Então, não tinha outra forma de
continuar no SENAC. A pressão sofrida, as humilhações, os colegas de trabalho
que deixavam de falar comigo por medo de represália. As idas à psiquiátrica,
psicólogo, os remédios para dormir, nada disso vale a pena. O afastamento me
trouxe outros problemas, o financeiro, por lado estou mais calma e buscando
junto com o Senalba Piauí, melhores condições de trabalho, para a base.
Quero dizer a quem
receber essa carta, que tive muito medo, que por alguns momentos pensei em
desisti, mas que o comprometimento com a atividade sindical, com meus
companheiros, com os amigos que fiz por todo o Brasil, me faz lutar e acreditar
que dias melhores virão. Que outros obstáculos virão que desisti jamais fará
parte da minha árdua trajetória.
8- Portanto, é de suma importância que
todos os SENALBA's do país façam pressão para que eu possa conseguir a minha
liberação e tenha os meus vencimentos pagos pelo SENAC-PI.
Peço que cada um
que receber esse email que repasse meu relato a cada Senalba, que a corrente
seja em prol do respeito ao trabalhador, da dignidade, da liberdade sindical.
Aquele que puder e quiser ajudar agradecemos desde já.
Muito
obrigada
Abraços
Carmen
Siqueira de Oliveira
Presidente
do SENALBA - PI
Carta
do SENALBA MS, ao Sr. Dr. Francisco Valdeci de Souza Cavalcante, Presidente
Executivo do Conselho Regional do SESC/SENAC do Estado do Paiauí, manifestando
repúdio.
Campo
Grande – MS, 25 de outubro de 2012.
ILMº. SR.
DR. FRANCISCO VALDECI DE
SOUSA CAVALCANTE
PRESIDENTE EXECUTIVO DO CONSELHO REGIONAL DO SESC/SENAC DO ESTADO DO
PIAUÍ
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM
ENTIDADES CULTURAIS, RECREATIVAS, DE ASSISTENCIA SOCIAL, DE ORIENTAÇÃO E
FORMAÇÃO PROFISSIONAL, NO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL, inscrita no CNPJ sob o nº 01.534.858/0001-07, situada a Rua Pimenta
Bueno, nº 299, Bairro Amambaí, (CEP 79005-020), na cidade de Campo Grande-MS,
através de sua diretora presidenta Maria Joana Barreto Pereira, vem, mui
respeitosamente perante esta instituição expor e ao final requerer o seguinte:
Esta entidade sindical, tomou
conhecimento da situação vivenciada pela Dirigente Sindical CARMEN SIQUEIRA
DE OLIVEIRA, de demissão sumária a partir da criação do SENALBA-PI,
no ano de 2001, assim como as sucessivas demissões exclusivamente ao que
tudo indica pela sua condição de sindicalista e pelo exercício efetivo de seu
mandato em defesa da categoria que representa.
O SENALBA-MS, vem manifestar perante esta
instituição seu mais absoluto repúdio à conduta anti- sindical de que
esta dirigente vem sendo vítima nesse Estado, como se a proteção constitucional
e a dignidade da pessoa humana, amplamente previstas em nossa Lei Maior,
não fossem aplicáveis nas relações de trabalho nesta unidade da federação desta
grande nação chamada Brasil.
Não é crível que em pleno Século XXI, em
que houve indiscutível avanço nas relações de trabalho, que uma representante
da categoria, uma trabalhadora que se propõe a representar os empregados, seja
tratada como uma pária da sociedade, de forma humilhante, simplesmente por
fincar bandeira em defesa da classe trabalhadora.
Aliás,
remonta à Ditadura Militar, quando os sindicatos sofreram fortes perseguições e
receberam intervenção do governo militar. Nesta época, o movimento sindical
enfrentou a clandestinidade em razão das perseguições.
Por tais
motivos os trabalhadores do SENALBA do Estado de Mato Grosso do Sul, se
solidarizam com a trabalhadora e Presidenta do SENALBA - PI, esperando que
cessem as perseguições que a mesma tem sido vítima, e, inaugurando uma nova
fase de diálogo social entre esta instituição patronal e a representante dos
trabalhadores;
Aliás, que esse diálogo social seja um
instrumento de participação democrática dos atores no mundo do trabalho, SENAC-PI
e SENALBA–PI, através de negociações coletivas, com a finalidade de
promover uma política de fomento a paz social e trabalhista visando impulsionar
o crescimento econômico.
Os atores sociais devem fazer esforços
para conversar uns com os outros, a fim de construir um elo de cooperação entre
eles, para juntos poderem encontrar respostas eficazes aos desafios do trabalho
e criar condições para uma boa gestão da economia local, sempre com o
compromisso de assegurar o pleno respeito às normas de trabalho e do trabalho
digno.
Esta postura
tem sido apresentada pela dirigente CARMEN SIQUEIRA DE OLIVEIRA, mas
lamentavelmente a recíproca não tem sido verdadeira, de modo que o
SENALBA-MS reitere-se não somente se solidariza com a luta incansável desta
digna trabalhadora, como também pede ao SENAC-PI que em sintonia com os novos
tempos que norteiam as relações de trabalho, que ofereça tratamento digno e
compatível com a importância não somente do trabalho prestado pelo empregado,
esta peça imprescindível na engrenagem chamada empresa, mas, sobretudo, a
Sindicalista CARMEN SIQUEIRA DE OLIVEIRA, que com sua luta já se
transformou em exemplo de resistência a ser seguido no país inteiro pelo
movimento sindical.
Por fim, aguardando uma mudança de
postura desta entidade, com respeito às prerrogativas que o dirigente
sindical possui, e aos valores fundamentais da República, de dignidade
da pessoa humana e valores sociais do trabalho é que o SENALBA-MS, vem a
público e a este SENAC do Estado do Piauí, solicitar que cessem as
condutas anti – sindicais e que se inaugure uma nova fase de
diálogo social, com a maior representante da categoria e também
empregada CARMEN SIQUEIRA DE OLIVEIRA, a fim de que esta relação
seja o embrião de avanços nas relações de trabalho, com indiscutível
benefício tanto para classe trabalhadora que o SENALBA-PI representa como para
esta entidade patronal.
Sem mais para o particular momento, firmamo-nos
mui
respeitosamente.
MARIA
JOANA BARRETO PEREIRA
PRESIDENTA
DO SENALBA-MS
Esta matéria é de
exclusiva responsabilidade da Presidência do SENALBA MS